sexta-feira, 3 de abril de 2015
Ninhos
Tem gente que acorda cedo para procurar o ninho;
Tem gente que acorda sorrindo na esperança de formar um ninho;
Tem gente que acorda com o ninho cheio;
Tem gente que acorda com o ninho vazio;
Tem gente que acorda fora do ninho;
Tem gente que acorda sem ninho;
Tem gente que acorda e prefere voar sozinho;
Mas Ele vem para reunir o bando de todo canto.
domingo, 1 de março de 2015
Água leve água
Já reparou como na água as coisas ficam mais leves?
Sempre achei o máximo conseguir carregar pessoas muito maiores e mais pesadas dentro da água. Jesus fala em água da vida e em fardo leve. Nele conseguimos carregar o que é impossível fora dele.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Das coisas mais lindas
adoção é uma das mais encantadoras, não?
Há cerca de um ano, conheci a história de um então aluno, que havia sido adotado. Ele, com seis anos, e seu irmão, com dezesseis, foram adotados por um casal. O irmão mais velho estava prestes a abrir mão da condição de serem adotados juntos, pois pensava que poderia estar atrasando a vida do irmão mais novo.
Esse casal, porém, guardava no coração a vontade de adotar irmãos, e quando essa história chegou aos seus ouvidos, tomaram essa atitude de amor e coragem.
Nasceram pais e filhos, todos no mesmo dia.
Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus.
- 1 João 3:1
domingo, 29 de dezembro de 2013
Petricor
- E como poderia se
chamar esse cheiro de chuva, ou melhor, desse óleo de planta, derramado pela
água, sorvido pelo chão, por entre as pedras, Isabel?
- Ah, pois é. Acho que
todo mundo gosta desse cheiro. Podia ser Isabel.
- Ou Thomas!
- Isabelthomas.
- Thomasisabel.
- Soa estranho.
- Vaidoso.
- E se a gente juntar
duas palavras do grego?
- Científico.
- Pedra e fluído
eterno: petricor.
- Poético.
- Ciência é poesia,
meu bem.
É, aquela tarefa foi
muito além do primeiro ser humano. Dentre tantos nomes, perpassa gerações,
perpassa o pó da terra e continua.
domingo, 22 de dezembro de 2013
A história de uma ovelha
Quando abri os olhos, só vi a escuridão da noite e o brilho distante das
estrelas. Estava sozinha na relva. Todas as outras ovelhas haviam partido, e o pastor
também - o que me gelou por dentro.
Mas que sono profundo era aquele! Não ouvi sinal algum de qualquer
movimento. E todos partiram. E seu eu correr? Mas para onde? Enterrei a cabeça
sob as patas. Tremi de frio, solidão e medo.
Ainda dormindo, querida? Disse a voz mais doce, a voz do pastor.
Saltei. E ele me tomou em seus braços e sussurrou nos meus ouvidos: tive que voltar para te buscar, não poderia te
deixar de fora dessa festa. Anjos cantando por toda parte. Nosso rei nasceu e
em um lugar tão familiar para nós. Ele veio para nos salvar, ele se importa com
cada um de nós.
E eu sabia bem o que era isso. No
calor de sua voz, de suas palavras, de sua volta, assim me
preparava para o inesquecível que estava por vir.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Noite em claro
Acordei com um barulho vindo da cozinha. Não tive coragem
de espiar sozinha. Chamei minha irmã. Dessa vez vamos ver o Papai Noel! Pela
fresta da porta - a surpresa - em torno
da mesa, reclinados sobre as bolachas, com os dedos repletos de confeitos
coloridos: nossos pais, decorando doces. Que decepção! A mágica da manhã de
Natal se desfez naquele instante. Desapontadas, voltamos para o quarto. Nos
dias seguintes, a cada bolacha, já não sentia mais o gosto da fantasia, mas passei
a ver a delicadeza e o amor do gesto de nossos pais.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Antônio, Carlos e as estrelas
- Já vou!
E Antônio revirou o
quarto atrás daquela luneta. Quando achou, enfim, saiu de casa. Olhou para o
céu. Nublado. E o cometa passou. Voando.
- Não acredito!
- Ah, uma hora dessas,
passa outro.
- Daqui a dez mil
anos, quer dizer?!
Antônio jogou a luneta
no chão. A lente se esfacelou. Nem se despediu. E Carlos não se atreveu a dizer
o quanto a visão do cometa tinha sido sensacional.
Na semana seguinte,
chamou:
- Antônio, tive uma ideia!
Estou pensando em...
- Tenho que ir.
Três dias depois:
- Preciso da tua
ajuda, Antônio.
- Não posso.
Quinta à noite:
- Estou quase
terminando, queria que tu desse uma olhada lá, Antônio.
- Ah, hoje não vai dar.
No domingo de Páscoa:
- Antônio, vem ver o céu!
Ele saiu correndo, sem luneta, sem chinelo.
- Uou!
- Bom, não sabia como
consertar a luneta, e trazer o cometa de volta não tinha como. Aí resolvi
construir um telescópio.
- Cara! Então era
isso! Queria ter ajudado.
Olhos nublados de
lágrimas.
E Antônio aprendeu a
trazer o céu para perto dos amigos.
Assinar:
Postagens (Atom)
